Festa da Lua Mãe - 3º Aniversário Majalis

02-03 maio 2026

Beltane marca o momento da Roda do Ano em que celebramos a união, a fertilidade dos laços com a Natureza, e das boas colheitas.

Tradicionalmente comemorado com fogueiras altas e mastros enfeitados com fitas, este encontro simboliza o retorno do Sol e a união das energias masculina e feminina.

Convidamo-lo a celebrar connosco no dia 2 e 3 de maio junto à Fonte Velha em Canha, a abundância, a alegria e a magia desta época do florescer, e o 3º aniversário da Majalis.

Celebração Beltane

Conteúdos


Bilheteira Online

Adquira já o seu bilhete através da bilheteira online (3cket):


Programa

2 de maio - Sábado

Horas Evento Local
15:00 Abertura do mercado temático e tavernas Exterior
15:00 Oficina de Canto, toque e construção de adufes - CRUA - 1ª Parte (*1) Tenda do Bardo
16:00 Coroa de Alma: iniciação à construção de coroas florais decorativas (Inês Prata) Exterior
18:30 “La Caña” Sevilhanas e Flamenco (Íris Caldeira) Tenda do Bardo
19:00 Atuação do Rancho Folclórico e Etnográfico de São Sebastião D.C. da Freguesia de Canha Tenda do Bardo
19:30 Cortejo Rei e Rainha de Maio pelas ruas de Canha Exterior
20:00 Cerimónia do Fogo ao pôr do sol (Pardeus e Arraya D’ollos) Bosque Ancestral
21:00 Teatro “A luz de Belenos, o Deus Sol” por MagnaCosta Tenda do Bardo
22:00 Teatro com Fogo “Almas do Fogo” - Kinessis Bosque Ancestral
22:30 Espetáculo de Pirotecnia - Kinessis Bosque Ancestral
23:00 Fogo - Malatitsch Bosque Ancestral
24:00 Encerramento das festividades Exterior

3 de maio - Domingo

Horas Evento Local
10:00 Abertura do mercado temático e tavernas Exterior
10:00 “Cores Selvagens”: pequena caminhada e workshop (Alexandre Correia e Diogo Gomes) (*1) Exterior
10:00 CRUA: Oficina de Canto, toque e construção de adufes, 2ª Parte (*1) Tenda do Bardo
11:00 Coroa de Alma: iniciação à construção de coroas florais decorativas (Inês Prata) Exterior
15:00 NonStop Crew (Joana Maia) Tenda do Bardo
16:00 CRUA: Espetáculo de Adufes Tenda do Bardo
17:00 Orquestra de Concertinas Sinfonias (Prof.ª Lucília Castanheiro) Tenda do Bardo
18:00 Oficina Teatral “As Crianças são o nosso futuro” - Kinessis Bosque Ancestral
19:00 As Celtaídas - Jogos Tradicionais de Caráter Popular Exterior
20:30 Celebração do Aniversário da Majalis Tenda do Bardo
21:00 Fogo - Malatitsch Bosque Ancestral
22:00 Encerramento das festividades Exterior

*1: Requer inscrição prévia: veja Bilheteira Online acima para comprar bilhetes.


Workshops e Actividades

A Festa da Lua Mãe irá contar com vários workshops e atividades. Descubra em baixo mais detalhes sobre cada um.


CRUA - Oficina de canto, toque e construção de adufes

CRUA - adufes, vozes e outras percussões

Oficinas de canto e toque de adufe

De carácter lúdico e artístico, com enfoque em ritmos tradicionais, na partilha de repertório ibérico e no diálogo entre voz e instrumento.

Oficinas de construção de adufes

Processo de construção do adufe desde os aros de madeira à costura da pele e os seus adornos.

Espetáculo de Adufes

Atuação do grupo CRUA com adufes, vozes e outras percussões.

Informações sobre as oficinas


Cores Selvagens

Workshop Cores Selvagens

Caminhada com Workshop

A atividade começará com uma pequena caminhada guiada por um percurso predeterminado, onde os participantes serão encorajados a interagir com o habitat envolvente. Nesta caminhada, irão ser demonstradas técnicas de recolha de espécimes de plantas sem danificar a planta extensivamente ou de forma que a planta consiga recuperar de forma eficaz. Na presença de plantas invasoras como acácias, alguns métodos de controlo serão também demonstrados. Também será encorajado aos participantes uma discussão sobre o habitat e interações existentes entre os diferentes organismos do ecossistema. A caminhada terá um tempo expectável de 30 minutos.

Produção de tintas naturais e experimentação com as tintas produzidas

A seguinte, mais extensa, fase da atividade consistirá na demonstração de como se produz as tintas e como elas se comportam em contacto com o papel. As Tintas que envolvem mais tempo de preparação irão ser produzidas a priori para serem usadas pelos participantes. Durante a fase de produção e utilização das tintas serão dados conhecimentos sobre a história destas plantas (quando foram usadas e introduzidas no contexto da história humana), a importância das plantas e conceitos importantes sobre a ecologia e pigmentação de cada espécie. O workshop de produção e experimentação com as tintas terá uma duração expectável de 1 hora e meia.

Informações


Coroa de Alma

Venha aprender a fazer coroas de flores com a Inês Prata.

Informações


Malatitsch

A forte presença deste grupo de artes performativas, já de todos conhecido, faz-nos ingressar no mundo do fantástico e da mitologia. Através da fusão entre acrobacia, manipulação de fogo, máscaras e música ao vivo, assim a Malatitsch invoca o corpo como veículo de memória e transformação.


Kinessis

Almas de Fogo - Teatro com Fogo

Performance teatral onde as artes circenses, a magia, e o fogo dão vida a duas pequenas chamas.

Oficina Teatral para Crianças


“A luz de Belenos, o Deus Sol” - Teatro por MagnaCosta

Uma peça de teatro por MagnaCosta, sobre Belenus, o deus celta do sol e do fogo, relacionado com festividades de Beltane.


Cerimónia do Fogo ao Pôr-do-Sol

Espetáculos de música de rua associada ao misticísmo, com os grupos Pardeus e Arraya D’Ollos.


Conjunto de jogos tradicionais de carácter popular, cuja origem se perde na memória dos tempos, remontando às culturas celtas e celtibéricas.

Estas provas de perícia e destreza recorrem a utensílios simples do quotidiano, desafiando os participantes a competir entre si com agilidade, engenho e controlo físico. Utilizando paus, varapaus, troncos e cordas, cada concorrente procura demonstrar as suas capacidades físicas e a sua criatividade, com o objetivo de superar os desafios propostos.

Informações


“La Caña” Sevilhanas e Flamenco

LA CAÑA é um grupo jovem e cheio de ambição, empenhando-se com esforço e dedicação na aprendizagem do flamenco desde a sua fundação, em 2009. É orientado pela Prof.ª Íris Caldeira desde 2013 e atualmente tem a sua sede na Sociedade Recreativa e Cultural das Taipadas.


NonStop Crew com Joana Maia

Grupo de dança de Hip Hop e danças de rua. Professora e coreógrafa: Joana Maia


Rancho Folclórico e Etnográfico de São Sebastião D.C. da Freguesia de Canha

Fundado em 25 de janeiro de 2014 na Santa Casa da Misericórida de Canha, reúne cantares, danças e tradições ancestrais da região.


Orquestra de Concertinas Sinfonias

Dirigidos pela Prof.ª Lucília Castanheiro, pertencem ao grupo Sinfonias & Eventos Escola de Artes do Montijo.


Como chegar

Mapa

Transportes Públicos

Para quem vem do Montijo:

Para quem vem de Lisboa:

  1. Apanhar comboio () até à estação de Vendas-Novas
  2. Ir de autocarro de Vendas-Novas a Canha:

Recomenda-se verificar os horários antes de partir.


Contexto Histórico da Beltane

Vamos viajar no tempo e festejar as tradições ancestrais dos Celtas, com a celebração de Beltane, quando o fogo e a lua eram celebrados num ritual de ligação à terra e aos ciclos da natureza.

O que é Beltane?

Beltane era uma das festividades sazonais mais importantes do calendário Celta, assinalando a transição para a metade luminosa do ano. Celebrada tradicionalmente no início de maio, marcava o apogeu da fertilidade da terra, o florescimento da natureza e o início do período de abundância. Situava-se entre o equinócio da Primavera e o solstício de Verão, funcionando como um ponto de equilíbrio entre crescimento e plenitude.

Para os povos celtas, este era um tempo de celebração profunda da vida e da energia vital que percorre todas as coisas. Uma celebração da ligação entre o humano e o natural, e um verdadeiro limiar, onde o mundo visível e o invisível se aproximavam.

Um convite a viver em harmonia com o pulsar da Terra.

O Fogo de Beltane

Os rituais associados a Beltane estavam profundamente ligados ao fogo, considerado um elemento purificador e vital.

As fogueiras de Beltane elevavam-se como símbolos vivos dessa energia criadora. Saltar as chamas das fogueiras ou atravessar os seus limites era um gesto simbólico de celebração da vida, e a união entre os humanos, a natureza e o sagrado, invocando a proteção e abundância da Terra. Um gesto de confiança na continuidade da vida, num diálogo íntimo com as forças da natureza.

Os Celtas e a Lua

Para os Celtas, a Lua não era apenas um astro no céu, mas uma presença viva, silenciosa e orientadora. A sua luz suave marcava o tempo, guiava as colheitas e acompanhava os ritmos da comunidade. Observar a Lua era aprender a escutar a natureza e a reconhecer que tudo se move em ciclos.

Esta relação profunda com a Lua refletia uma sabedoria ancestral baseada na observação e no respeito pela natureza e pelos ritmos da vida.

Uma herança que convida, ainda hoje, à desaceleração e à consciência do tempo natural.

A Lua era considerada um símbolo de ligação profunda à natureza e ao sagrado, que convida à escuta interior e ao respeito pelos mistérios da vida e os seus processos: nascimento, crescimento, declínio e renascimento. Esta visão cíclica oferecia orientação e sentido, lembrando que cada fase tem um propósito e que a transformação é parte integrante da ordem natural.

Para os Celtas, viver em harmonia com a Lua era uma forma de alinhar a comunidade humana com as forças invisíveis que sustentavam o equilíbrio do mundo.

A Lua Mãe

Os Celtas chamavam à lua cheia de maio a “Lua Mãe”, o período de Beltane, que representava o auge da fertilidade, criatividade e abundância da natureza, o momento em que a natureza é mais maternal, acolhedora e fértil, cuidando do crescimento da vida que recomeçou na primavera.

Na tradição Celta, a Lua era compreendida como uma manifestação do princípio materno e protetor que sustém o ciclo da vida e da existência, um símbolo de ligação profunda à natureza e ao sagrado. Associada à fertilidade, à transformação e à renovação, significava a sabedoria ancestral que nasce da experiência do tempo.

A chamada Lua Mãe de maio representava o aspeto nutridor e cíclico do sagrado feminino, a mãe, guardiã dos mistérios da vida, da transformação e do renascimento.

A presença Celta na Península Ibérica

Os Celtas foram povos da antiguidade que habitaram a Europa Central, Irlanda e as Ilhas Britânicas, durante a Idade do bronze e a Idade do Ferro, séculos antes de Cristo.

Na Península Ibérica, a presença Celta é atestada desde, pelo menos, o século VIII A.C. As várias vagas de migrações Celtas resultaram na convivência e fusão com os povos locais, designados por Iberos, integrando um processo de fusão cultural, que deu origem ao povo designado por Celtiberos.

Estas comunidades destacavam-se pela economia agro-pastoril, pela organização em castros fortificados, pelo uso do ferro e por práticas religiosas ligadas à natureza.

A influência Celta na Península Ibérica deixou marcas duradouras, visíveis na toponímia, em elementos linguísticos, em tradições culturais e em vestígios arqueológicos. Sendo estes povos progressivamente integrados ou assimilados pela cultura da Civilização Romana, a sua herança cultural e simbólica prevaleceu até aos nossos tempos.


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